Ataque cardíaco no inverno: alerta aos emigrantes nos EUA.

Quando cai a temperatura aumenta a pressão arterial
 Estudos revelam que o inverno é adversário do corpo humano

A incidência de morte súbita – ataque cardíaco – em emigrantes nos EUA durante o inverno é preocupante. As temperaturas despencam e o índice de pessoas encontradas mortas – geralmente pelos colegas de trabalho -, é alarmante.   

Por que a tragédia aumenta no inverno? As temperaturas do ar influenciam a incidência de ataques cardíacos, com mais casos no inverno, segundo um estudo apresentado esta segunda-feira, que foi feito ao longo de 16 anos e envolveu mais de 280 mil pacientes.

Apresentado no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, a decorrer em Barcelona, Espanha, o trabalho indica que há uma relação entre os ataques cardíacos e as temperaturas, mais frias, mas não deixa claro que seja pelas temperaturas ou por mudanças comportamentais.

"Há uma variação sazonal na ocorrência de ataques cardíacos, com uma incidência decrescente no verão e um pico no inverno", disse o principal autor do trabalho, Moman Mohammad, do departamento de Cardiologia da Universidade de Lund, na Suécia.

Estudo associa às baixas temperaturas ao ataque cardíaco
O trabalho de observação, na Suécia, foi feito ao longo de 16 anos o que o torna a maior investigação sobre a relação entre os casos de ataques cardíacos e as condições climatéricas, como a temperatura, a duração do dia, a chuva e a pressão atmosférica.

Durante o período de estudo ocorreram 280.873 ataques cardíacos, que aumentaram de forma significativa quando estava mais frio. Os investigadores reportaram mais ataques cardíacos do que a média quando as temperaturas eram inferiores a zero graus, e constataram também aumentos com vento forte, dias curtos e mais umidade.

O corpo responde ao frio contraindo os vasos sanguíneos superficiais, o que diminui a condução térmica na pele e aumenta à pressão arterial, o que pode desencadear o ataque cardíaco em pessoas que já tenham problemas nas artérias coronárias, admitem os investigadores.

Moman Mohammad fala também das infeções respiratórias e gripes como fatores de risco para os ataques cardíacos, ou ainda da redução da atividade física e mudanças da dieta, fatores ligados ao inverno.

Portanto, os emigrantes de uma forma geral, orienta o estudo, devem praticar exercícios, fazer caminhadas para evitar que o metabolismo do corpo fique estagnado pela falta de atividades.

Evidente que a correria na semana, e mesmo os trabalhos exaustivos é uma forma de se exercitar. Porém, a concentração da atividade física, o foco do exercitar traz mais benefícios ao corpo humano.

Walther Alvarenga


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