Perigo iminente: Mar Negro é a nova rota para tráfico de refugiados.

 
O perigo para refugiados que atravessam o Mar Negro
Guarda Costeira da Romênia alerta para invasão perigosa

Os chamados “piratas”, que aliciam imigrantes a atravessarem o Mar Mediterrâneo de barco para entrar na Europa clandestinamente, agora optaram por uma rota das mais perigosas: o Mar Negro. A Guarda Costeira da Romênia deu o alerta, pois pessoas estão morrendo quase que diariamente, o que representa o caos da imigração ilegal.

Cerca de um milhão de pessoas do Médio Oriente e de África estão imigrando para a Romênia de barco, na tentativa de alcançar outros países da Europa. O tráfico humano pelo Mar Negro vem se intensificando, o que poderá causar muitas mortes de inocentes, já que os traficantes estão mudando a rota para fugir do Mediterrâneo.

Pessoas perdem a vida diariamente, preocupando autoridades.
No sábado, a Guarda Costeira romena interceptou um barco com 97 migrantes a bordo, 36 deles crianças, do Iraque e do Irã, na fronteira marítima com a Bulgária.

Outro barco de pesca que se dirigia para as águas territoriais da Bulgária, transportando 120 pessoas, foi interceptado pela polícia fronteiriça e seus ocupantes entregues à Guarda Costeira turca.
Crianças são as maiores vítimas do tráfico humano

Já um barco com 87 refugiados foi parado na costa romena, pelo Mar Negro, depois que outros três barcos foram interceptados pela polícia costeira, transportando um total de 287 migrantes, na sua maioria sírios e iraquianos.

O aumento do número de barcos interceptados no Mar Negro sugere que as redes de tráfico já encontraram uma alternativa para transportar as pessoas que buscam asilo na Europa — pessoas essas que "precisam de ajuda" e que "não são criminosas", sublinhou a ministra romena do Interior, Carmen Dan, num encontro com a polícia marítima na semana passada.


Barcos são diariamente interceptados pela guarda costeira
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) relatou nesta segunda que, entre janeiro e julho de 2017, houve pelo menos 2.224 migrantes que a perderem a vida no Mediterrâneo Central, a rota que liga a costa Líbia às costas marítimas italianas e que atualmente é tida como a mais perigosa travessia marítima de migração do mundo.

 Walther Alvarenga


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