Brasileira foragida por 10 anos é extraditada para os EUA. Assassinou marido.

Claudia Cristina e o piloto assassinado, Karl Hoerig
Cláudia Cristina Sobral perdeu cidadania e foi levada para prisão

Durante 11 anos a brasileira Cláudia Cristina Sobral, de 53 anos, do Rio de Janeiro, manipulou a justiça americana ao fugir para o Brasil, depois de ter assassinado o esposo – segundo informa a polícia americana –, o major e piloto de avião Karl Hoerig.

O major Karl Hoerig foi morto em casa a sangue frio, com vários tiros, em Newton Falls, em 2007. Cláudia foi considerada a autora dos disparos, mas conseguiu escapar. No entanto, autoridades brasileiras autorizaram a extradição dela para os EUA, que foi presa ao pisar em solo americano, enviada para a penitenciária, a Trumbull County Jail, no município de Warren, Ohio. 
Claudia foi extraditada para os EUA e encaminhada para prisão
O promotor público do Condado de Trumbull, Dennis Watkins, durante dez anos acompanhou o caso, incansavelmente, afirmando que a brasileira irá responder pela morte do marido. Cláudia, logo depois de atirar no esposo e sacar todo o dinheiro das contas bancárias, fugiu para o Brasil.

Cláudia tinha se livrado do julgamento nos EUA por mais de dez anos, já que a Constituição brasileira proíbe a extradição de seus cidadãos. Mas a pressão de autoridades americanas no caso, pelo requinte de crueldade do crime, incluindo o congressista Tim Ryan, um juiz brasileiro ordenou que Cláudia fosse detida.

A jornalista Erin Moriarty, da rede de TV CBS, e sua equipe ficaram no Brasil durante dois anos investigando os passos da brasileira. O irmão do piloto assassinado, Paul Hoerig, também acompanhou a equipe de televisão em busca de respostas.

No Brasil, a foragida Cláudia administrava escritório de contabilidade, tinha comprado uma casa e se casou novamente. Ela continuava tranquila, como se nada tivesse acontecido, mas foi pega e extraditada para os EUA.

Amigos e familiares do piloto agradeceram a ação das autoridades americanas no caso que durou mais de dez anos para ser solucionado, ou seja, a autora dos disparos levada para a prisão nos EUA.

Walther Alvarenga



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