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O garotinho Julian Cadman está morto!

Infelizmente, Julian Cadman está entre os mortos em La Rambla.
O imprevisível é aceitável. Mas celebrar a vida é o mais importante.
No momento da publicação do Blog de que o garotinho Julian Cadman estaria vivo – o garoto está morto -, nas primeiras horas da manhã deste domingo, aconteceu após jornais online da Europa, por volta das 6 horas da manhã no Brasil – , informar de que Julian, o garotinho de sete anos, teria sido encontrado com vida, o que infelizmente não aconteceu.
Inclusive os jornais online “Diário de Notícias”, de Portugal, e o respeitado “Correio de La Sierra”, da Itália, deram a notícia de que Julian teria sido encontrado com vida. Entretanto, nenhuma informação do paradeiro do menino foi divulgada. Perfeitamente compreensível em se tratando de um ataque terrorista.
E não se trata aqui de quem erra ou de quem acerta, quando se fala de Vida Humana. A Rede Globo anunciou em determinada época que o atleta João do Pulo estava morto, quando o atleta se encontrava vivo, internado em hospital. A emissora, evidente, se desculpou.
O Jornal Le Monde, da França, chegou a noticiar em seu jornal online que  o jogador Jackon, da Chapecoense, teria morrido - durante o trágico acidente da equipe. O atleta estava vivo no hospital da Colômbia e tinha amputado parte da perna direita, abaixo do joelho.
A informação, para que o leitor entenda, principalmente em situações de atentado terrorista ou catástrofe  - terremoto, acidente  de avião, enfim -, é uma condições do imprevisível, ou seja, tudo pode acontecer, mas o fato precisa ser passado – evidente, com seriedade.
Baseando-me em informações – caso do Correio de La Sierra como já citei – havia sim – embora a imparcialidade predomina no Jornalismo – uma torcida pessoal para que Julian estivesse vivo. Seria um trunfo à vida e a derrota dos terroristas que deixaram em solo espanhol o ódio, a indignação e a fúria. O sangue de inocentes comoveu o mundo.
Obrigado a todos os amigos na Espanha que me comunicaram que o Julian estava morto. Não estou focado nos noticiários do Brasil porque infelizmente algumas emissoras no país são tendenciosas, então prefiro me pautar – em se tratando de assuntos internacionais – com o que consulto lá fora.
O que posso dizer é que lamento pela vida do garotinho. Torci para ele estivesse vivo. Estou profundamente consternado com o cenário de horror na Praça La Rambla, onde estive fazendo reportagens. Conheci e andei pela La Rambla e jamais pude supor que aquele espetáculo de música, estátuas vivas seria alvo um dia de ataque terrorista.
O imprevisível é aceitável. Mas celebrar a vida é o mais importante. Julian Cadman está morto, Não há mais o que dizer. Obrigado a todos!

Walther Alvarenga

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