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Outro brasileiro é encontrado morto no deserto dos EUA. O Brasil tem culpa nisso!


Maycon Douglas fez essa foto pouco antes do embarque
O corpo do jovem de 24 anos estava abandonado. Ele morreu só.
O futuro nebuloso, a falta de perspectiva do Brasil coloca a nossa juventude em um beco sem saída. Há os que cursam uma faculdade – outros nunca tiveram essa chance -, se desdobram acreditando que tudo pode dar certo, no entanto, quando buscam o mercado de trabalho as dificuldades para exercer a profissão são inúmeras. 
As portas estão fechadas, além de enfrentarem uma concorrência desleal com um “bando de mocinhas e rapazes protegidos”, que lhes tiram a oportunidade e travam o caminho dos que realmente precisam. Falta nesse país uma política de apoio aos jovens iniciantes. Poucos conseguem enxerga-los.
Maycon Douglas de Andrade Fernandes, de 24 anos, sem alternativas de trabalho no Brasil – há 14 milhões de desempregados nesse país -, buscou o caminho sombrio e traiçoeiro do deserto do México, na fronteira com os Estados Unidos. E essa semana, o rapaz cheio de sonhos, da cidade de Conselheiro Pena, em Minas, que deixou os pais aflitos, mas garantindo as eles: “pai, mãe, tudo vai dar certo, eu chego lá...”, foi encontrado morto.
Veja que o Maycon segura cartão de embarque
O corpo do Maycon estava caído na terra árida, abandonado em pleno deserto. Um final repugnante para o rapaz esperançoso, que pouco antes de embarcar rumo aos EUA fez uma foto na sala de embarque do aeroporto, sorrindo, tentando tranquilizar aos seus de que tudo estava indo bem.
Maycon é mais uma estatística – o quarto brasileiro até agora, nesse ano, que morreu na travessia clandestina do deserto do México. Ele, assim como os colegas que também perderam a vida tentando agarrar o sonho – dar melhores condições à família -, não conseguiu sobreviver diante do inimigo voraz: a temperatura de quase 50 graus. Maycon teve morte súbita, segundo laudo médico. Não suportou o calor.
O Brasil tem culpa nesse episódio lamentável. O país perde mão de obra importante, deixando escapar o futuro promissor, e não se importa com o acontece bem abaixo do seu nariz. Enquanto isso, em Brasília, há um bando de homens inconsequente, que se digladia, se desrespeita em função do próprio interesse.
 Engravatados com comportamento desprezível, que se utilizam de frases torpes para trapacear – saquear o país -, e enfraquecer a esperança de uma juventude sem perspectivas.
A temperatura no deserto chega a 50 graus
Condolências a família do Maycon, que nesse exato momento enfrenta um segundo dilema: trazer o corpo do rapaz de volta ao Brasil. O traslado de corpos é caro. O Ministério das Relações Exteriores, que tem um belo nome, diga-se de passagem, não faz absolutamente nada nesse momento difícil para os familiares. Inércia!
Maldito seja os que levantam a mão direita prometendo trabalhar pela comunidade quando há traição em seus corações; amaldiçoado aqueles que tiram a oportunidade, que fecham os caminhos quando é dada eles a missão de ajudar, de ser solidário aos que precisam. 
E enquanto essa gente perpetuar na escala do poder, outros Maycons vão morrer à míngua em terras estranhas, por não encontrar no Brasil a grande chance de sobreviver ao caos!

Walther Alvarenga

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