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Doces ou travessuras: Halloween de repulsa que o mundo prefere ignorar.

Crianças que não podem negociar doces ou travessuras
 Há uma estatística não revelada, omitida pelos órgãos competentes

O Halloween, também conhecido Dia das Bruxas, é uma celebração típica da cultura norte-americana, comemorado em outros países de língua inglesa: Canadá, Escócia, Inglaterra e Irlanda.

As crianças vestem fantasias de personagens do gênero horror e saem as suas, batendo na porta das casas e dos apartamentos com a frase tradicional: Doces ou travessuras.

Essa tradição comemorada no Brasil – bailes, festas e meninos pedindo doces, ao estilo norte-americano -, se espalhou para várias cidades.

De origem pagã, o dia 31 de outubro – Halloween -, é uma espécie de Carnaval brasileiro nos EUA, pois lojas disponibilizam espaços imensos com fantasias e bizarrices de bruxarias.

Uma outra realidade que o mundo dá às costas
Máscaras e adereços assustadores desfilam pelas ruas do mundo nesta terça-feira de Halloween, “assustando” pessoas e divertindo as crianças – me refiro às crianças sadias, que vivem em países que lhes dão proteção de alguma forma.

Entretanto, observando de um outro ângulo, sem a intenção de romper com a magia desta data tão significativa para a garotada, mas o horror que para algumas crianças representa travessuras, na Síria, por exemplo, oito milhões de meninos e meninas morrem de fome.


Algo muito além do que podemos supor
Na Somália, crianças estão a mínguas, o mesmo ocorrendo em países mais pobres. A crise humanitária instalada no mundo é, sem dúvida, a imagem do terror, do Halloween orquestrado pelos Frankenstein do poder.


Talvez para alguns, seja chatice esse comparativo, diria, o estraga prazeres, mas dar às costas às crianças que – de fato – estão no sentido contrário do Halloween, na contramão da realidade, acuadas, sem o direito de negociar doces, é, no mínimo, insensatez de nossa parte.

Crianças na Somália em condições degradantes 

 A degola da infância é o mesmo que destruir um jardim inteiro. E se temos fantasmas ou bruxas batendo a nossa porta pedindo doces, em algum lugar do mundo a arbitrariedade contínua mutila crianças que precisam de socorro, não de guloseimas.

O mundo é insano às vezes, e os heróis que cultuamos não conseguem ir  além do que lhe é conveniente. As bombas de cada dia são tão assustadoras que os macabros personagens do Halloween seriam divertidos bonecos para crianças fadadas à guerra.

E o que pode nos assustar mais é a insensibilidade dos que adotaram para si a convivência com o intransigente. Não quero, de forma alguma, escangalhar com o seu Halloween, mas lembre-se de que o real espetáculo de repulsa e medo está a nossa volta, a um palmo do nosso nariz.

Walther Alvarenga  

  


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