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Estado Islâmico reivindica tiroteio em Las Vegas, mas polícia descarta terrorismo.

Clima é de desolação em Las Vegas
O atirador Stephen Paddock tinha se convertido ao islamismo.

A resposta do tiroteio que aconteceu na noite deste domingo durante show country  em Las Vegas, com 58 mortos e 515 feridos foi reivindicado pelo  grupo terrorista Estado Islâmico.  

"O ataque de Las Vegas foi feito por um soldado do Estado Islâmico em resposta ao pedido para atacar países da coligação", dizia o comunicado divulgado pela Amaq, a agência de propaganda do Estado Islâmico.

"O atacante de Las Vegas converteu-se ao islamismo há poucos meses", continuava a mensagem.

Doadores de sangue se unem para ajudar às vítimas do tiroteio
O atirador , Stephen Paddock,  era um contabilista aposentado, de 64 anos, que se suicidou. O FBI não confirma ligações ao terrorismo internacional.

Até ao momento, as autoridades alegam que nada sabem sobre as motivações do autor do tiroteio. Também o FBI afirma que não foi encontrada nenhuma ligação entre o tiroteio e qualquer organização terrorista internacional.

"Foi um ato de pura maldade", disse Donald Trump nesta segunda-feira aos americanos na Casa Branca. O tiroteio foi considerado o mais grave na história moderna dos EUA.

"O FBI e o Departamento de Segurança Interna estão trabalhando com as autoridades locais para auxiliar na investigação e eles fornecerão atualizações", continuou o presidente, que agradeceu às autoridades e aos serviços de emergência, os primeiros a responder.

No local da tragédia os resquícios de uma noite trágica
"Em momentos de tragédia e horror, os americanos juntam-se e tornam-se um. Sempre foi assim", diz.

Trump acrescentou ainda que a "unidade" dos EUA não poderá ser quebrada pelo "mal" e revelou que irá visitar Las Vegas na próxima quarta-feira.

"Sei que estamos à procura de algum tipo de significado no caos, alguma luz na escuridão. As respostas não vêm com facilidade", admitiu, concluindo a declaração depois de pedir a Deus que abençoasse as almas das vidas que se perderam e que desse força às famílias enlutadas.

Donald Trump visitará Las Vegas nesta quarta
"Deus abençoe a América", repetiu, antes de terminar.

Entenda o caso - O suspeito, Stephen Paddock, de 64 anos, abriu fogo durante um concerto ao ar livre a partir de um quarto no 32.º andar do Mandalay Bay Hotel, depois se suicidando  quando percebeu que estava cercado pela polícia.

As autoridades conseguiram localizá-lo porque os disparos persistentes e rápidos acionaram o detector de incêndios do quarto em que se encontrava.

O hotel anunciou já na tarde desta segunda-feira que os hóspedes estavam autorizados a regressar aos quartos.

Paddock, um contabilista reformado, estava hospedado naquele quarto do Mandalay Bay desde o dia 28 de setembro e tinha com ele cerca de 10 armas automáticas.

Ele vivia na cidade de Mesquite, - com 18 mil habitantes -, no estado de Nevada, a mais de 70 quilômetros de Las Vegas, onde comprou uma casa.

O irmão de Stephen Paddock disse ele era um homem normal, sem problemas de saúde ou dinheiro, que vivia uma vida calma de aposentado.

"Não temos ideia de como isto aconteceu. É como se um asteroide tivesse caído em cima da nossa família", disse Eric Paddock. O homem diz ainda que falou com o irmão pela última vez quando o furacão Irma chegou aos Estados Unidos.

"Ele não tem treino militar nem nada disso. É só um homem que vivia numa casa em Mesquite e que ia jogar em Las Vegas”, resumiu o irmão.


Walther Alvarenga

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