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Vaticano nega que Bento XVI sofra de doença paralisante do sistema nervoso

Bento XVI está recluso, no mosteiro do Vaticano.
Em declínio físico, Bento XVI é visto nos jardins do Vaticano.

O Vaticano desmentiu as declarações do irmão do Papa emérito Bento XVI, Georg Ratzinger, na entrevista à revista alemã Neue Post, de que o Papa emérito sofria de uma doença paralisante do sistema nervoso.

"O maior medo é que a paralisia possa atingir o seu coração. Então o fim pode ser rápido", teria dito Georg Ratzinger, um padre de 94 anos, quatro anos mais velho que o irmão, Joseph Ratzinger. 

Irmão mais velho de Bento XVI, Padre Georg, confirma doença. 
Mas a verdade é que Bento XVI, vive isolado dentro dos muros do Vaticano, hoje, com quase a fazer 91 anos, em total quietude do "lento declínio" da sua "força física".

Em resposta às indagações de fiéis da igreja, disse Bento XVI em carta  que, "Estou numa peregrinação interior para seguir a Casa do meu Pai", numa referência a Deus, para a Casa do Senhor.

Quando resignou há cinco anos, cansado e sem forças para mudar as coisas numa Igreja dilacerada pela corrupção e escândalos sexuais, o Papa Ratzinger prometeu a si um tempo de oração e escrita.

E assim permanece, surgindo em público apenas algumas vezes, sobretudo nas visitas do seu sucessor, o Papa Francico, abrindo assim porta à inquietação dos fiéis.

Retirado, longe de tudo e de todos, é possível ver o "declínio da força física" que o próprio Papa emérito admite na carta.

Muitas vezes de boina branca, amparado por quem o visita ou com um andarilho que o ajuda a caminhar, essa fragilidade física contrasta com a sua mente, admite o monsenhor Angelo Becciu, que recentemente esteve com Ratzinger.

"Fisicamente tem alguns problemas, mas faz as suas caminhadas diárias, e mentalmente continua muito ativo", descreveu o responsável da Secretaria de Estado do Vaticano.

O mosteiro Mater Ecclesiae, nos jardins do Vaticano, onde reside hoje Bento XVI, está a 750 metros da residência de Santa Marta, onde o Papa Francisco optou por viver na companhia do pessoal que trabalha na Santa Sé, do lado oposto ao apartamento papal onde viveram os seus antecessores.


Walther Alvarenga






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