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Coronavírus atinge mais de 2,1 milhões de pessoas em todo mundo, aponta OMS.


 
Mais de 2,1 milhões de pessoas no mundo foram infectadas
O número de mortes aproxima-se dos 150 mil, segundo levantamento da AFP

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia de coronavírus já atingiu mais de 2,1 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que pouco mais de meio milhão recuperou da doença. O número de mortes aproxima-se dos 150 mil.

Em meio ao balanço negativo, de acordo com os cálculos da Agence France-Presse (AFP) - agência de notícias francesa, considerada uma das mais prestigiadas no mundo, fundada em 1835 - quase seis em cada dez pessoas no mundo estão confinadas nas suas casas por ordem ou recomendação das autoridades para travar a progressão da Covid-19. 

São 4,5 mil milhões em 110 países. Mas vários países europeus começam já a pensar em levantar as restrições. Uma medida veio contudo para ficar: o pedido de distanciamento social ou, como a Organização Mundial da Saúde prefere chamar, o "distanciamento físico", reiterando que é necessário manter a ligação emocional à família e aos amigos nos tempos de pandemia.

Efeito China

Mais de três meses depois de ter revelado o primeiro caso do novo coronavírus, o governo chinês admitiu que o número de mortos por covid-19 na cidade de Wuhan, epicentro da pandemia, foi superior ao inicialmente revelado. 

As autoridades da cidade de 11 milhões de habitantes disseram nesta sexta-feira que morreram mais 50% das pessoas do que o contabilizado, acrescentando 1290 casos ao balanço anterior e colocando o total de vítimas mortais em Wuhan em 3869 e em toda a China em 4632.

A cidade alega que, no pico da epidemia, alguns pacientes morreram em casa porque não tinham condições de ser atendidos em hospitais e a sua morte não foi por isso contabilizada.

Mas a admissão do erro vem num momento em que a China está sob ataques da comunidade internacional em relação à forma como lidou com a pandemia.

 As críticas começaram nos EUA, mas já alastraram ao Reino Unido e à França.
"Não vamos ser assim tão inocentes. Nós não sabemos. Claramente, aconteceram coisas que não sabemos", disse o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a gestão da epidemia pela China.

Walther Alvarenga

#NãoSaiadeCasa

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