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A difícil integração de jovens imigrantes, graduados, no mercado de trabalho.

Não tem sido fácil para os jovens imigrantes no mercado de trabalho

O acesso ao primeiro emprego é normalmente difícil, principalmente quando se trata de imigrante. A recente queda nas ofertas de emprego tornaram as coisas ainda mais complicadas, principalmente em tempos de pandemia. O que acontece com os jovens imigrantes, graduados, na França e nos EUA?

A conquista do primeiro emprego para jovens imigrante, graduados, tem se tornado cada vez mais uma tarefa difícil. Em reportagem sobre o assunto, o jornal ‘Le Monde’, da França, aponta que a busca por trabalho entre os graduados imigrantes tem sido um caos – dificuldade diária. 

Não há o devido reconhecimento por parte das empresas, que ignoram esses pedidos de trabalho, mesmo em se tratando de pessoas capacitadas à vaga disponibilizada. Conta na avaliação, o nome e o sobrenome estrangeiros.

Nos EUA, os jovens imigrantes, hoje em fase de graduação nas universidades, que foram crianças para aquele país – acompanhando os pais –, beneficiados pelo DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals), programa “Ação Diferida para Chegadas na Infância”, assinado pelo então presidente Barack Obama, sofrem ameaça de deportação.

O DACA beneficia 800 mil jovens, no entanto, foi revogado pelo presidente Donald Trump, após ser eleito, afrontando a medida assinada por Obama, prejudicando os jovens imigrantes nas universidades.

A causa se tornou um grande problema para os EUA, e está emperrada no Congresso. Com isso, a grande maioria dos formandos ainda não puderam pegar o certificado (Diploma) dos respectivos cursos.

Na França, a jovem Anissa, 22 anos, formada pela ISCPA, uma escola particular especializada em habilidades de comunicação, descreve a sua busca por trabalho como “catastrófica”. Ela disse que, “envio de cinco a seis solicitações por dia, durante um ano. E quando sou atendida, enviam um e-mail padrão para me dizer que não estou apta para o trabalho”.

Anissa é francesa, tem um nome norte-africano, vive em Seine-Saint-Denis. Depois de um bacharelado literário, ela embarcou em estudos de comunicação. "Eu fico sem saber, é sempre a mesma resposta. Ninguém nunca me diz o que há de errado. É muito frustrante. Sinto que nunca vou ter uma chance de trabalho na França. Isso tem ocorrido com outros alunos estrangeiros"

A luta para manter a proteção do DACA
Em tempos normais, o acesso ao primeiro emprego é repleto de dificuldades para jovens graduados e imigrantes, em um contexto de aumento da concorrência. E segundo aponta o Centro de Estudos e Pesquisas em Qualificações (Céreq), nos últimos vinte anos, o número de graduados cresceu mais rapidamente do que os empregos qualificados.

Para esses jovens imigrantes, o mais difícil é conseguir uma entrevista de emprego. Em 2016, um grande estudo do Ministério do Trabalho mostrou que, para o mesmo currículo, as empresas deram respostas mais positivas aos candidatos com nomes franceses do que àqueles com um nome do norte da África – ou com sobrenome estrangeiro. 

Em média, a diferença entre os dois tipos de candidatos foi de 11 pontos.
Voltando aos EUA, com o surto do coronavírus, os jovens que estudam na área da saúde, e que fazem parte do programa DACA, foram requisitados para ajudar nos hospitais, rompendo com os impedimentos impostos por Trump. 

Os jovens imigrantes, antes hostilizados, se transformaram numa grande frente de apoio aos médicos no país.

Walther Alvarenga

#NãoSaiadeCasa


   

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