Padeiros que ficaram presos no trabalho, produzem pães para vítimas do furacão.

Padeiros ficaram presos na El Bolillo, em Houston.
Cerca de três mil pães foram distribuídos em abrigos no Texas

Quatro padeiros que trabalham na El Bolillo Bakery, uma padaria de grande movimento em Houston, no Texas, acabaram presos na empresa, sem condições alguma de sair devido às águas que inundaram as ruas à volta com a passagem do Furacão Harvey. 

Eles não tinham como voltar para casa, resultando em desespero total.
E foi exatamente nesse momento de incerteza que os padeiros resolveram literalmente colocar as mãos na massa: fazer pães. Eles trabalharam sem parar, superlotando as prateleiras vazias de pães.

Entretanto, a El Bolillo Bakery alertou nas redes sociais que a loja estaria fechada, uma vez que Brian Alvarado, o gerente do espaço, não sabia que os empregados, retidos no interior, não tinham parado de trabalhar.

"Eles estavam desesperados para ver os seus familiares e não podiam", disse Alvarado. "Então se dedicaram ao que fazem de melhor", afirmou, o gerente.

Durante dois dias os padeiros produziram pães incessantemente, até encherem de novo as prateleiras. Mesmo com o nível das águas sempre subindo, os padeiros tiveram a sorte de a loja não ter sido inundada, o que manteve a eletricidade.

O dono da padaria ainda tentou resgatar os seus funcionários, mas foi impedido pela polícia – a área era intransitável. Só então na manhã de segunda-feira – dois dias depois - que o proprietário conseguiu adentrar na padaria quando ficou perplexo com o que viu: uma superlotação de pães. Havia mais de três mil pães.

"Eles não sabiam como lidar com o estresse e precisavam de se manter ocupados, então começaram a fazer pão” acrescentou Alvarado.

Os pães feitos durante esses dois dias foram entregue a vários abrigos em Houston, onde se encontram centenas famílias que perderam suas casas.

 Inclusive, o dono da padaria criou uma página para angariar dinheiro para ajudar os seus funcionários  - os padeiros - que tiveram as suas casas e carros danificados na tempestade.


Walther Alvarenga

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