Casal Turpin tenta esconder algemas e pede distância das crianças no tribunal.

David Turpin tentou esconder algemas e correntes no tribunal

Casal Turpin que torturou os filhos pode pegar 94 anos de prisão

O casal Turpin que está em julgamento acusado de torturar seus 13 filhos apareceu no Riverside County Court, na Califórnia, acorrentado e foi condenado a ficar a 100 metros das crianças.

Os filhos do casal, quando encontrados pela polícia, estavam amarrados com cordas. Eles foram salvos após a irmã mais velha conseguir escapar pela janela, e alcançar as ruas pedindo por socorro.

Segundo a filha mais velha que conseguiu fugir, em depoimento à polícia, muitas vezes, ela e os irmãos ficaram acorrentados por meses, com direito a tomar banho uma vez por ano. 

No tribunal de justiça, os pais, David e Louise Turpin enfrentam cerca de 40 processos, que incluem tortura, prisão falsa, abuso de dependentes e abuso infantil. O pedido impede o casal de chegar dentro de 100 metros de seus filhos ou de fazer contato eletrônico com eles.

A juíza do distrito, Emma Smith, disse no tribunal: "Você não deve perseguir, atacar, ameaçar, molestar ou perturbar a paz dos filhos. A obrigação dos pais é manter a vigilância ou bloquear qualquer ação que possa prejudicar as crianças, e, nesse caso, não foi o que aconteceu. Faltou ordem e respeito", enfatizou.

O casal tentou esconder suas correntes e algemas com seus advogados, insistindo para que as câmeras de vídeo no tribunal não mostrassem as algemas de metal, mas teve o pedido negado.

Eles também foram forçados a ficar acordados a noite toda e a dormir o dia inteiro e sua única atividade permitida era ler jornais.

Os pais se declararam inocentes de suas acusações e voltarão a se apresentar no tribunal em fevereiro. Eles podem pegar até 94 anos de prisão, se forem condenados.

Já os 13 filhos que escaparam do cárcere, não viverão juntos, os seis menores serão divididos em duas casas adotivas. Os sete filhos, que agora são adultos, todos com problemas de desenvolvimento, serão enviados para uma instalação assistida.

As autoridades foram conscientes da situação chocante quando uma menina de 17 anos escapou da casa e chamou a polícia usando um telefone celular. A jovem disse ter trabalhado no plano durante dois anos. Na primeira tentativa ela trouxe um de seus irmãos com ela, mas eles ficaram assustados e voltaram.

Os oficiais achavam que a menina de 17 anos era uma criança pequena demais para a sua idade, mas constaram que a falta de desenvolvimento foi resultado da nutrição. 


Walther Alvarenga

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