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Editorial: O bizarro político e televisivo!




A santa ignorância da política televisiva


Os bastidores da política e do entretenimento no Brasil tornaram-se bode expiatório da vez. E se por um lado há as trapaças e favoritismos em comum acordo – na calada do Palácio do Jaburu -, quanto ao universo miraculoso de vaidades da televisão, vale tudo desde que os números do Ibope sejam compensadores.

E nessa guerra de interesses, não importa se haja “mortos” ou “feridos”, vale celebrar resultados. É necessário manter-se atento aos desdobramentos em ambas às partes – diria universo da soberba -, pois os segundos avançam e os elementos que alimentam politica/televisão são devastadores, na maioria das situações. 

Temos um Michel Temer que “colou” o traseiro no assento da cadeira presidencial e não arreda pé em hipótese alguma. A paixão pelo poder é tamanha, que ultimamente vem arrematando cargos e distribuindo benefícios. Brasília se tornou o curral das aberrações, quem der mais – votos nos projetos de interesse do governo federal – leva a melhor fatia do bolo. 

E o povo como fica? Bem, essa questão, como bem diz o nosso presidente, “depois se resolve”. Depois? Como assim?

Na televisão brasileira a disputa acirrada entre os programas, novelas, esportes e até mesmo telejornais, transformou-se em carrossel iluminado, e vale disputar montar o melhor cavalo. Na linha de shows, famílias de baixa renda são arrastadas à seara das realizações complacentes: reforma de casa; filha abraça artista famoso; reencontro de desaparecidos; contato com fantasma, e assim vai. 

Um festival de lágrimas – Rodrigo Faro que o diga -, capaz de anestesiar o mais cético. O abobamento do telespectador fica cada vez mais comprometido.

O produto novelas, exportado a diversos países, é o pão nosso de cada dia no lar da família brasileira. Seja na sala requintada ou na casa simples, todos comungam da mesma fatia do pão. E perceber o envenenamento lento – no conta-gotas – dessas histórias que cultuam o desamor e banalizam a convivência familiar é repugnante. 

Salvo, evidente, novelas bíblicas da Rede Record, mas a generalização do caos doméstico, retratado em capítulos, tem sido o antídoto de autores em busca do sucesso da sua obra.


O mundo enigmático da informação - e do entretenimento - sofre com os exageros, abrindo precedentes desastrosos. E neste contexto do imediatismo, nos deparamos com apresentadores que se intitulam engraçados; a política efeito gangorra em Brasília e uma série de eventos que demarcam o front da notícia. 

A lei da sobrevivência requer sete vidas, olhos de águia e habilidade para transformar pássaro em morcego. Caso contrário, você estará fadado a se transformar em “trouxa”, seguindo a linha filosófica dos bruxos de Hogwarts.    

Walther Alvarenga 

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