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Mistério na morte de adolescente no centro de recuperação de viciados em Internet

O tratamento de pessoas viciadas recorre a disciplina rígida 
48 horas após internação, garoto morre com feridas pelo corpo.
Mistério na morte do adolescente chinês de 18 anos, apelidado de Liu, 48 horas depois de ter dado entrada em um centro de recuperação de pessoas viciadas na Internet, na cidade de Fuyang, da província de Anhui -China.
A família entrou na justiça pedindo explicações pela morte sombria do garoto. O diretor e quatro funcionários foram detidos e o centro foi fechado. A preocupação dos pais é que este tipo de tratamento, para viciados compulsivos, aumentou nos últimos meses no país.
O que se soube é que Liu, em estado crítico, foi encaminhado para um hospital, com inúmeras lesões, vindo a falecer em seguida.

“Alguns pais, quando não enfrentam o problema dos filhos de frente, buscam ajuda de terceiros e falham pela falta de responsabilidade enquanto educadores”, escreve o diário “Mingguang”.
Os centros de tratamento para pessoas viciadas na internet e nos videogames recorrem a uma disciplina extremamente rígida, tentando aliar  “o aconselhamento psicológico com o treino físico”, alertou o jornal “Anhui Shangbao”.
A morte do adolescente Liu gerou protestos contra os pais
Os métodos que utilizam passam por eletrochoques e espancamentos. Alguns dos centros pertencem a hospitais estatais, enquanto outros são privados. Apesar das críticas de que têm sido alvo, muitos chineses continuam a enviar para lá os seus filhos com problemas de dependência.
A mãe de Liu, relata que após ela e o marido terem perdido o controle do filho, perante a dependência da internet, se sentiram impotentes. Com isso, o casal  resolveu enviá-lo para o centro de recuperação da cidade de Fuyang. Dois dias mais tarde foram informados de que o filho fora para o hospital, onde viria a falecer.
Os médicos constataram que o rapaz tinha mais de 20 feridas externas, assim como feridas internas. “O corpo do meu filho estava completamente cheio de marcas, da cabeça aos pés. Quando enviei o meu filho para o centro ele estava bem, como ele pode ter ele morrido em 48 horas?”, questiona a mãe.


Walther Alvarenga

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