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O.J. Simpson deixa prisão em liberdade condicional

O.J. Simpson ganha liberdade condicional, após nove anos preso.

Foi o julgamento do século e ex-jogador volta para casa aos 70 anos

Após nove anos preso, Orenthal James, o O.J. Simpson, a ex-estrela do futebol americano, de 70 anos, pode deixar neste domingo, ou na segunda-feira, a prisão do estado de Nevada, em liberdade condicional.

"Estou em um momento da minha vida em que tudo que quero fazer é passar o máximo de tempo possível com meus filhos e amigos", disse Simpson, diante da junta que concedeu sua liberdade.

O.J. Simpson e seu advogado Malcolm LaVergne no tribunal
E o destino para sua nova vida é o estado da Flórida, como revelou seu advogado Malcolm LaVergne.

Malcolm afirma que entre os planos de O.J. Simpson é jogar golfe, debaixo do sol constante da Flórida, e estar rodeado por amigos e familiares.

Simpson é uma figura que polariza opiniões, que reúne debates sobre raça, esporte e televisão. Nos anos setenta, alcançou a fama como jogador do Buffalo Bills, da liga de futebol americano, e conquistou vários feitos esportivos. Em 1979, aposentou-se e entrou no mundo da publicidade e do cinema.

O.J. Simpson e ex-esposa assassinada, Nicole Brown.
Entenda o caso O.J. Simpson – Em 1995 a imagem do então mito do futebol e do cinema ficou comprometida. Sua ex-esposa, Nicole Brown, e seu parceiro, Ronald Goldman, foram encontrados mortos na casa dela, em Los Angeles.

O assassinato converteu-se em um caso que mudou os EUA, e continua gerando discussões e é considerado o julgamento do século. O.J. Simpson, acusado dos assassinatos, fugiu da polícia, que queria prendê-lo. A fuga foi transmitida ao vivo pela televisão.

Julgamento transmitido em rede nacional nos EUA
E os 134 dias de julgamento foram televisionados, como um espetáculo nacional. Inclusive, a sessão em que se decretou a liberdade condicional, O.J. Simpson, no último mês de julho, também foi transmitida em detalhes.

Simpson foi absolvido do crime duplo em um veredicto polêmico. Especula-se que sobre o júri pesou, acima de tudo, o desejo de absolver uma pessoa negra, apesar das numerosas evidências que questionavam a inocência argumentada pelo ex-jogador.

No entanto, dois anos depois, em uma ação civil, foi considerado responsável pelas mortes e foi ordenado a pagar uma compensação de 33,5 milhões de dólares aos familiares de Brown e Goldman.

Sua boa conduta e seu arrependimento lhe permitiram conseguir liberdade condicional. "Não tinha nenhuma intenção de cometer um crime", disse, na sessão de julho, e se desculpou pelas "coisas" não terem saído como ele esperava.

Walther Alvarenga


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