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Por que a maioria dos franceses se recusa a tomar vacina contra a Covid-19?

 

Inquérito realizado na França aponta disparidade surpreendente, sendo que o eleitorado de direita tem uma taxa de recusa à Covid-19 que atinge 68%. As mulheres são as mais céticas

Por que a maioria dos franceses se recusa a tomar vacina contra a Covid-19? Segundo dados de Inquérito realizado no país a disparidade de reações é surpreendente, sendo que o eleitorado de direita tem uma taxa de recusa à Covid-19 que atinge 68%, enquanto a maioria dos apoiadores do Presidente Emmanuel Macron quer ser vacinada.

 

Cerca de 58% dos franceses revelaram-se adversos à ideia de serem vacinados contra o coronavírus, de acordo com a pesquisa  do Jornal "Le Figaro", e que envolveu um universo de mais de 1000 pessoas entre 22 e 23 de dezembro.

A pesquisa revelou haver uma grande disparidade de reações entre os franceses relativamente ao imunizante. As mulheres são as mais céticas, evidenciando uma taxa de recusa que atinge 69%, o que nos homens se cifra em 54%.

Olhando para o critério da classe social, os operários menos qualificados mostram ser na esmagadora maioria adversos à ideia de serem vacinados - 73%, segundo o inquérito -, enquanto 62% dos quadros de empresas se mostram disponíveis para o efeito.

A análise por faixas etárias revela, sem surpresas, que os franceses mais idosos, acima dos 65 anos, mostram ser mais receptivos à ideia de serem vacinados, numa taxa total de 58% - que desce para 32% junto dos que têm entre 35 e 49 anos.

A análise dos resultados deste inquérito politicamente analisando é surpreendente: os apoiadores de Marine Le Pen e de Jean-Luc Mélenchon mostram uma taxa de recusa à vacina do novo coronavírus que atinge 68%, e 60%, enquanto 58% dos eleitores de Emmanuel Macron aceitam que lhes ser ministrado o imunizante.

Ainda assim, a chegada da vacina é considerada uma etapa decisiva por 53% dos franceses, que no geral mostram não ter ilusões relativamente ao seu efeito rápido - 36% estimam aqui um prazo de um ou dois anos, 46% não se quer pronunciar, e apenas 17% preveem que possa durar entre seis e nove meses.

Walther Alvarenga

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